O projeto “Corredor Caipira: Conectando Paisagens e Pessoas”, que tem patrocínio da Petrobras, participou na tarde do dia 24 de junho de 2025 de uma exibição de filmes socioambientais e educativos voltados a crianças de Piracicaba (SP).
O evento aconteceu no Teatro Municipal Erotides de Campos, no Engenho Central, em uma realização do Museu da Imagem e do Som de Piracicaba (MISP) em parceria com as secretarias de cultura e de educação do município e com a Mostra Ecofalante.
O “Corredor Caipira” é realizado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e pelo Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental (Nace-Pteca) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/USP). O patrocínio é da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
De acordo com a organização, participaram do evento 382 crianças, com idades entre 9 e 11 anos, estudantes da rede pública do município. Educadores que atuam nas escolas também estiveram presentes.
Filmes socioambientais exibidos
Na oportunidade, foram exibidos três filmes de curta-metragem com curadoria da Mostra Ecofalante, uma organização que atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade e produz materiais audiovisuais educativos e socioambientais, além de realizar a formação de professores, exibições e debates em escolas, universidades e instituições culturais.
Os três filmes socioambientais exibidos foram:
- “Kigalinha”, animação dirigida por Gabriel Justo, Felipe Santana, Gabrielle Adabo que conta a história de uma galinha ciborgue vem do futuro com o objetivo de encontrar ajuda para evitar as consequências do aquecimento global no planeta e, no Rio de Janeiro, conhece um jovem com muita energia e com grande potencial.
- “Maré Braba”, com direção de Pâmela Peregrino, aborda a relação humana com as águas, em meio ao aquecimento global, e explora os desafios e a resistência de pescadores diante das transformações sociais e ambientais que afetam seu modo de vida tradicional.
- “Quem saiu para a entrega”, filme de Evaldo Cevinscki Neto, Leonardo Roque Machado e Paula Roberta de Souza, apresenta histórias de entregadores de comida por aplicativo durante o desafiador período de pandemia da Covid-19.
Relação com as temáticas apresentadas
Após a exibição dos três filmes, os representantes do “Corredor Caipira”, Rafael Bitencourt (coordenador de comunicação) e Girlei Cunha (consultor florestal), foram à frente do Teatro Erotides de Campos, a convite do coordenador do MISP, Rober Caprecci, e falaram ao público presente.
Bitencourt apresentou o projeto aos alunos e aos educadores que acompanhavam os estudantes e falou sobre a importância de trabalhar questões ambientais no contexto atual e de os alunos estarem atentos. Cunha, ao longo de uma fala de cerca de 10 minutos, fez uma relação entre as temáticas abordadas no filme e o cotidiano das pessoas em geral, incluindo a realidade de crianças frente a problemas ambientais contemporâneos. A alimentação, o cuidado com a água e a destinação correta de resíduos estiveram entre as importantes questões abordadas.
Importância da linguagem audiovisual
“Nós vivenciamos um período em que a comunicação, em muitos casos, se estabelece em nichos. A linguagem audiovisual é muito importante pelo fato de romper bolhas e atingir todos os nichos, todos os públicos, e ser algo bastante acessível no universo digital, especialmente aos mais jovens. Por isso, trabalhar com conscientização ambiental a partir da linguagem audiovisual é uma ótima estratégia atualmente, especialmente quando o público alvo é formado por crianças e adolescentes”, afirma Rafael Bitencourt.
Na opinião do coordenador de comunicação do “Corredor Caipira”, os filmes socioambientais exibidos na atividade abordam temáticas contemporâneas, como o aquecimento global, a importância do olhar atento à questão ambiental e a situação de trabalhadores que atuam no mercado de entrega via aplicativos, o que facilita a compreensão dos presentes.
“Muito possivelmente as crianças que participaram da exibição identificaram situações que vivenciam no cotidiano, ou lembraram de pessoas próximas que passam por situações como as demonstradas nos filmes. A partir do aprendizado, elas têm a oportunidade de deixar de perpetuar hábitos nocivos ao planeta e, ainda, passar esses ensinamentos tão importantes às pessoas próximas, o que é de grande valia”, completa o profissional.
Fotos: Rober Caprecci
Escrito por Rafael Bitencourt, jornalista e coordenador de comunicação do Corredor Caipira

